
Microempreendedores individuais tiveram maior expansão entre 2025 e 2026
Em um ano, o Brasil somou 377 mil novos pontos de comércio, crescimento de 6,7% entre 2025 e 2026, de acordo com o anuário de potencial de consumo IPC Maps. O número comprova o avanço do setor, segundo os autores do levantamento, mas também tem nuances que revelam desafios, como a concentração de negócios na categoria de microempreendedores individuais (MEI).
O resultado deste ano demonstra retomada do comércio a patamares até então interrompidos pela pandemia, introduz o responsável pelo levantamento do IPC Maps, Marcos Pazzini. “O avanço das empresas de comércio neste ano em relação ao ano passado indica que esse segmento da economia, que foi muito afetado na pandemia, com fechamento principalmente de empresas localizadas na rua, começa a voltar à sua normalidade”, pontua.
Entre abril de 2025 e o mesmo período de 2026, o número de empresas do ramo do comércio passou de 5,6 milhões para quase 6 milhões. O crescimento percentual mais expressivo foi o das pequenas empresas, cujo número avançou 9,9%. Ainda assim, o maior número absoluto de empresas é na categoria de MEI. Com crescimento de 5,5%, ele chega a 3,5 milhões de CNPJs.
Pazzini avalia que há dois lados nessa estatística. “O número é positivo porque mostra que está havendo abertura de empresas. Elas, no mínimo, oferecem emprego para o seu proprietário. O negativo é que os MEIs não geram empregos como normalmente as outras naturezas jurídicas geram”, diz. O varejo concentra quase 73% dos empregos no comércio, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2023.
Minas tem crescimento de 5% do comércio
O ritmo de abertura de empresas do comércio em Minas foi inferior ao nacional, com crescimento de 4,8%, o equivalente a quase 28 mil novos negócios no estado. O maior aumento percentual foi da categoria de microempresas, de 8,1%. No comércio, negócios desse porte podem ter até nove funcionários.
Fonte: O Tempo




