O governo de Minas Gerais vai destinar R$ 645 milhões a ações e obras para enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19).

Deste total, R$ 589 milhões são provenientes de medidas de compensação das mineradoras Vale e Samarco pelo rompimento de barragens em Brumadinho e Mariana, e foram liberados pela Justiça para serem utilizados no combate à pandemia no Estado.

Os outros R$ 56 milhões serão complementados pelo Tesouro Estadual.

Em entrevista coletiva virtual, o governador Romeu Zema (Novo) divulgou um pacote de obras visando à melhoria da estrutura e atendimento na área de saúde de Minas Gerais, incluindo a conclusão dos hospitais regionais de Divinópolis (Centro-Oeste), Conselheiro Lafaiete (Campo das Vertentes), Sete Lagoas (Central), Teófilo Otoni (Jequitinhonha/Mucuri) e Governador Valadares (Vale do Rio Doce), aquisição de testes, kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e pagamento do Bolsa Merenda.

“São medidas compensatórias que o Estado tem firmado, com o aval da Justiça, junto às empresas Vale e Samarco. Este dinheiro será utilizado em mais de 50 obras em todas as regiões do Estado, principalmente focadas na Saúde, com construção de unidades básicas, reforma e ampliação de hospitais, construção de leitos de UTI e blocos cirúrgicos, além da compra de mais 300 ventiladores pulmonares. Vamos ainda adquirir 1 milhão de testes para Covid-19 e parte deste recurso também será utilizado para o Bolsa Merenda, que irá beneficiar 380 mil crianças de famílias extremamente carentes”, explicou o governador.

Zema também disse que, deste total, R$ 50 milhões foram destinados à estruturação do hospital de campanha construído no centro de convenções Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte, que já está concluído.

“Ao todo são 800 leitos, 100 deles para atendimento a casos de alta complexidade. A infraestrutura está pronta, agora estão sendo celebrados os contratos de serviço necessários para a operação. Em termos de gastos, na capacidade máxima, o hospital terá custo de R$ 20 milhões. Caso opere abaixo do limite, esse custo é menor”, adiantou.

Zema citou ainda que outra parte dos recursos será empregada em obras de melhorias nos Hospitais Eduardo de Menezes, Sarah Kubitschek, Galba Veloso e Hospital do Ipsemg, na Capital. Ele anunciou 12 leitos no Eduardo de Menezes, 40 para o Júlia Kubitschek e 16 para o Hospital do Ipsemg.

Contenção – Também presente na coletiva, o secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy, informou que dos R$ 584 milhões oriundos das indenizações negociadas com as mineradoras, R$ 500 milhões são da Vale e R$ 84 milhões da Samarco. E destacou que os investimentos estão em linha com o objetivo do governo na contenção da crise do coronavírus.

“Estamos achatando a curva de contaminados e, neste tempo que estamos ganhando, trabalhando para providenciar os recursos necessários para preparar nosso sistema de Saúde para que a população possa ser tratada, caso o número de casos confirmados venha a aumentar, à medida que os prefeitos forem reativando a economia, afinal, também não podemos ficar com essa parte paralisada por tempo indeterminado. O distanciamento social serve para o achatamento da curva e é isso que temos feito até aqui”, avaliou.

Por Mara Bianchetti – Diário do Comércio

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