Loteamentos em Monlevade são opções de crescimento da cidade. Preocupação é com os impactos causados pelas edificações

As construções de novos loteamentos em João Monlevade nos últimos anos geraram debates e alertas de vereadores dias atrás, durante reunião ordinária da Câmara Municipal. De acordo com alguns parlamentares, os empreendimentos, apesar de apontarem para o necessário e inevitável desenvolvimento da cidade, também levantam questionamentos e alertas, pois geram demandas que são de alçada da Prefeitura, que dizem respeito à obras de infraestrutura urbana, como a construção de ruas, passeios e de rede de esgoto, além do abastecimento de água e luz.

Entre os vereadores que tocaram no assunto, Guilherme Nasser (PSDB), Djalma Bastos (PSD) e Rael Alves (MDB) foram os mais enfáticos e alertaram que a Prefeitura pode não ter condições de atender todas as demandas. A questão ambiental também foi lembrada. “Sugiro que os proprietários desses loteamentos sejam convidados a vir aqui nesta casa para esclarecer alguns pontos importantes e que nos preocupam. Por exemplo, há loteamentos sendo feitos em áreas onde há nascentes. Temos que nos certificar que essas nascentes não estejam sendo atingidas”, afirmou o vereador Djalma Bastos.

Já Rael Alves lembrou do episódio envolvendo um loteamento no bairro Cidade Nova, que gerou grande repercussão e polêmica e deixou várias pessoas reclamando de terem sido lesadas anos atrás. “Não podemos esquecer do que aconteceu com o loteamento do Cidade Nova, que prejudicou várias pessoas e nada foi feito. Porque não fizeram nada? Por que tratava-se de um empresário rico? Não podemos virar as costas para aquele problema. É muito sério”, destacou. Outro loteamento citado pelo parlamentares está sendo construído em uma área entre os bairros José de Alencar e Loanda.

De acordo com o secretário municipal de Obras, Damião Teodoro, todos os loteamentos e conjuntos habitacionais aprovados pela Prefeitura encontram-se dentro de todas as normas e aspectos legais exigidos pelo Município. Em relação ao aumento da demanda relacionada a questões como água, esgoto e energia elétrica, Damião afirmou que, antes de qualquer aprovação, é realizado um profundo estudo sobre a situação e que a cidade está devidamente preparada para esses novos empreendimentos.

Plano Diretor deve ser respeitado

O engenheiro e presidente do Conselho Permanente de Desenvolvimento Social e Econômico de João Monlevade (CP10), David Roosevelt Linhares Júnior, afirma que o Plano Diretor de João Monlevade precisa ser revisto, debatido com a sociedade e cumprido. Para ele, apenas o cumprimento da legislação pode garantir o desenvolvimento organizado e a correta urbanização do município. Como exemplo, ele citou que muitos loteamentos da cidade não são acompanhados de uma planejamento de avenidas ou ruas de acesso. “Como colocar o acesso de 600, 800 moradores em uma rua de apenas 7 metros? Em casos de loteamentos e de expansão, é preciso pensar nos acessos dos moradores, de caminhões para coleta de lixo e até em transporte público. Somente com um Plano diretor eficaz, poderá se pensar em crescimento organizado do município”, afirmou.

De acordo com o presidente da Comissão Especial de Revisão do Plano Diretor e assessor da Secretaria de Planejamento da Prefeitura, Eduardo Bastos, o Plano Diretor está em fase de discussão interna e em breve vai abrir o debate com entidades em subcomissões temáticas. O próximo passo é a discussão comunitária em audiência pública, ainda sem previsão. “A intenção é fechar tudo até o mês de junho, com o envio do Projeto de Lei para a Câmara Municipal”, disse Bastos. (Fonte: A Notícia).

 

 

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